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Recados para ti

Não sei se tu não leres isto é a minha sorte ou a tua.

#5

02.05.24

Vim-me deitar, como habitualmente, já tarde. Durmo pouco. Durmo cada vez menos. 

Mas vim dormir com corpo e cabeça cansada. 

Ontem tinha decidido que hoje dormiria até tarde. Pus o despertador para as 11h, tomei um comprimido. 

Tolice. Já sei, há tanto tempo, que não vale a pena planear! Acordaram-me, ainda não eram 8 da manhã.

Enfim, tudo isto para dizer que deitei a cabeça cansada na almofada, destinada a dormir.

Pensei no dia de amanhã e aconteceu. Senti o meu corpo e a alma a vibrar como se amanhã fosse um dia do passado. Daquele tempo em que ainda éramos.

Foi estranho. 5 anos depois! Pensei ter perdido aquele sentir. Aquele frémito.

O vazio que sobreveio fez com que desejasse já ter perdido a capacidade de tal sentir.

Agora, estou aqui na cama a olhar o teto na escuridão. À espera que o sono dê tréguas e volte a cair sobre mim.

#4

19.04.24

Há dias em que te odeio.

Odeio-te por teres ousado mostrar-me que outra vida era possível.

Por me teres feito acreditar.

Se era para depois partires, escusavas de ter feito promessas.

Mostraste-me o outro lado do mundo. O cheiro de algo que, intimamente, sempre desejara conhecer.

Antes que o pudesse alcançar, deixaste-me e levaste contigo o sonho.

Há dias em que me enche o peito este ódio por ti.

Este ódio do amor perdido.

#3

15.04.24

Sabes que mais?

Começo a achar que tu é que tinhas razão.

Partiste na hora certa, poupando-te a tudo o que te envolveria agora, se por cá tivesses ficado.

Estranhos tempos estes, em que agradecemos a partida dos que tanta falta nos fazem!

28.02.24

Perguntaram-me, hoje, se sabia distinguir o brilho falso do verdadeiro.

Assumo, sem preconceitos: Não, creio que não sei.

Até porque gosto de ser deslumbrada de tempos em tempos. Mesmo que depois venha o contragosto. 

Mas aqueles tempos de deslumbre, o espanto, a descoberta, divertem-me, enleiam-me. 

Às vezes um cantinho da minha consciência diz "olha, toma atenção que aquilo não é bem assim". Escolho ignorar.

Deixem-me ser iludida de vez em quando! Acordem-me só quando passar dos limites da minha sanidade mental.

Aliás, Tu deverias estar grato a este meu pecado.

Foi ele que me manteve perto de ti.

28.02.24

Fui para ti a aprendiz que tu sonhavas.

Dei-te os melhores momentos dos teus últimos anos.

O que é que eu ganhei?

A possibilidade... Não - o conhecimento, a ideia de que a minha vida poderia ser diferente.

Mas não foi.

Foram só aqueles anos...

(Quantos? Quatro, Cinco? Já não sei dizer.)

... que foram diferentes.

Depois... Tudo voltou ao normal. Tudo voltou a esta... entrega necessária aos outros, enquanto fico em espera.

Não me arrependo. Foi bom.

Embora às vezes me esqueça, com a dor que me corrompe por dentro.

Mas a vida... a vida segue.

E já nem consigo imaginar o que seria se regressasses, porque já não faz sentido.

Pouco ou nada faz sentido.

Apenas espero o dia em que eu vá também.

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